Arquivo Mensal

Tomara que algo do verdadeiro espírito olímpico fique no Brasil, como estímulo ao esporte, à sustentabilidade, à vida ativa e saudável (Foto José Pedro Martins)

Com Olimpíadas, Brasil perde mais uma chance de ouro

O Brasil perde mais uma oportunidade histórica, com a realização das Olimpíadas de 2016. Oportunidade para se firmar na liderança global sobre sustentabilidade. E perde a oportunidade, ao mesmo tempo, de ao menos começar a viabilizar a tão sonhada aliança entre esporte e educação. Mais uma oportunidade porque o Brasil tem sediado vários eventos, nos últimos anos, que poderiam colocá-lo em posição privilegiada nas discussões internacionais em torno de um modelo de desenvolvimento de fato sustentável. O país já é credenciado naturalmente a essa condição, por ter a maior biodiversidade do planeta e o maior volume de água doce. Essa posição natural, entretanto, não tem representado uma liderança natural brasileira nas discussões globais sobre meio ambiente e sustentabilidade, apesar do país ter sediado o mais importante …

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A retrógrada proposta do Escola Sem Partido está em debate no Congresso Nacional (Foto Adriano Rosa)

Educação, sempre. Para que mesmo?

Uma das principais polêmicas correntes no campo educacional é aquela relacionada ao Programa Escola Sem Partido, projeto do senador Magno Malta (ou que ele capitalizou) e que estipula a “neutralidade” dos docentes em face de questões políticas, ideológicas e religiosas em sala de aula. A proposta é em si um absurdo, um enorme retrocesso, embora nada surpreendente nos tempos atuais, mas tem o mérito de reacender a discussão sobre a intencionalidade educativa. Educação, sim, mas para que mesmo? Porque um dos focos centrais do debate educacional no Brasil tem sido, geralmente, o da democratização do acesso à escola. O objetivo foi parcialmente atendido. O acesso ao ensino fundamental foi quase universalizado. As vagas na educação infantil, na idade de 4 e 5 anos, …

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Museu Carlos Gomes, tributo ao maestro e compositor campineiro (Foto Martinho Caires)

A Campinas do século 21 poderia olhar com mais carinho para Carlos Gomes

Nesta segunda-feira, 11 de julho, estão sendo lembrados os 180 anos de nascimento de Antônio Carlos Gomes, cultuado como o maior nome da cultura de Campinas mas que não vem recebendo a atenção que merece da cidade onde nasceu e que amou tanto. Um ato ao lado do monumento-túmulo ao maestro e compositor campineiro, que brilhou na Itália na época de ouro de Verdi, rememorou na manhã de hoje a vida e obra do artista, que será mais uma vezes celebrado, em filme e livro, mas com um tributo ainda distante da importância que ele tem para a cidade e para o país. Participaram da homenagem representantes do Centro de Ciências, Letras e Artes (que abriga o Museu Carlos Gomes), Academia Campinense …

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Campus da PUC-Rio, onde aprendi a amar ainda mais a cidade que sofre e continua fascinando (Foto José Pedro Martins)

A dor do Rio de Janeiro que amamos tanto

Não tive dúvida quando escolhi o local onde gostaria de fazer a Faculdade de Jornalismo. O Rio de Janeiro, claro, a cidade onde muitos brasileiros, pelo menos até a minha geração, gostariam de viver. Para os mineiros como eu, desprovidos de praia, o Rio sempre soou, particularmente, como uma terra de delícias, o endereço do que imaginávamos ser a felicidade. É por tudo isso que eu, como, imagino, a maior parte do país, tem sofrido tanto com a agonia daquela que há muito é saudada como Cidade Maravilhosa e que deveria estar vivendo um apogeu, com a proximidade dos Jogos Olímpicos. Porque o Rio, no imaginário coletivo, sempre esteve associado justamente a ideias e valores típicos do ideal olímpico, como a …

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