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Desinfectório Municipal, estruturado nos últimos anos do século 19, como uma das medidas de combate à febre amarela em Campinas, que teve seu maior surto em 1889. O Desinfectório foi construído ao lado da atual Praça Carlos Gomes, onde agora funciona a Escola Carlos Gomes. Ao fundo, na foto, as palmeiras imperiais então em crescimento. (Foto Acervo MIS-Campinas)

Febre amarela, epidemia de desacertos

22 de janeiro de 2018, um dia muito triste para a saúde pública de Campinas e do Brasil. A partir de hoje apenas pode ser vacinado contra a febre amarela quem comprovar residência na cidade. Decisão questionável por vários motivos mas um deles tem sido esquecido. A Campinas que veta as vacinas – temporariamente, afirma-se – para quem é “de fora” é a mesma que, no final do século 19, superou a tragédia da febre amarela com a ajuda fundamental de outras cidades, sobretudo da principal delas na época, o Rio de Janeiro, então capital do Império e, depois, da República. Não é por acaso, é bom lembrar sempre, que a Praça Imprensa Fluminense, no Centro de Convivência Cultural, tem …

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Campinas insiste em brilhar (Foto Martinho Caires)

A Campinas do passado e a cidade que pensa o futuro

Campinas, ou parte dela, amanheceu estarrecida nesta terça-feira, 5 de setembro de 2017, com a decisão da Câmara Municipal, que aprovou em primeira votação o projeto conhecido como o da Escola Sem Partido. Outra votação pode acontecer a partir da próxima semana, sobre o mérito da proposta, que, entre outras medidas, quer impedir os professores de “incentivar os alunos a participarem de manifestações” e de “se aproveitar da audiência cativa dos alunos” para “promoverem seus próprios interesses, opiniões, concepções ou preferências ideológicas”. Claro que se trata de uma ação em sintonia com a onda neoconservadora que vem sendo observada não apenas no país, mas em todo planeta. Uma onda neoconservadora manifesta, explícita, que perdeu o acanhamento de se mostrar, pois …

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A seca que devasta o Nordeste há seis anos vai aparece nas discussões do Fórum?  (Foto Adriano Rosa)

Fórum em Campinas marginaliza maiores desafios ambientais no Brasil e agenda planetária

Entre 10 e 12 de julho Campinas sedia o Fórum Brasil de Gestão Ambiental, que vem sendo apresentado pela Prefeitura Municipal como “o maior evento ambiental do pais em 2017”. A realização é da Frente Nacional de Prefeitos, presidida pelo prefeito Jonas Donizette, e pela ANAMMA, presidida pelo secretário municipal do Verde, Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Rogério Menezes. A programação oficial, divulgada no site do evento e que reúne atividades muito interessantes, com a participação de profissionais e organizações sérias, mostra entretanto que alguns dos maiores desafios ambientais em curso no Brasil serão marginalizados, como o uso intensivo de agrotóxicos, o avanço dos organismos geneticamente modificados (OGMs), a escalada da devastação na Amazônia e a seca que devasta o …

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Rio Atibaia, em Sousas, um dos pontos críticos em discussão no novo Plano Diretor de Campinas (Foto José Pedro Martins)

Campinas sedia Congresso Nacional de Saneamento em momento de riscos para o meio ambiente local

Começa nesta segunda-feira, dia 19 de junho, e vai até quinta, dia 22, no Centro de Convenções do Expo D.Pedro, o 47º Congresso Nacional de Saneamento, promovido pela ASSEMAE – Associação Nacional dos Serviços Municipais de Saneamento. Importante evento e honra para Campinas, que está perto de atingir a marca relevante de ser a primeira cidade com mais de 500 mil habitantes a ter 100% de capacidade instalada de tratamento de esgoto urbano. Menos de metade do esgoto urbano no país recebe tratamento devido, com grande impacto para os rios. Mas é preciso salientar que justamente nesse momento há sérios riscos para o meio ambiente em Campinas, se aprovada na íntegra a proposta da Prefeitura para o novo Plano Diretor Estratégico …

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Antonio Candido, brasileiro gentil (Foto Marcos Santos/USP Imagens)

Antonio Candido e o seu legado para Campinas e todo o Brasil

A política e a poesia são demais para o mesmo homem, sentenciou Glauber Rocha em “Terra em Transe”, como uma homenagem a Mário Faustino e sua “Balada” (“Tanta violência, mas tanta ternura”). O doce e crítico, essencialmente crítico Antonio Candido, que nos deixou hoje, 12 de maio de 2017, conseguiu esta proeza para poucos. Era poesia pura mas também política, em seu sentido mais belo, humano e inteligente. E ele deixa um legado imenso para o Brasil todo, além de lições especiais para Campinas, que lhe deve muito. De sólida formação marxista, Candido não se limitou à crítica social panfletária. Pelo contrário, alcançou a simpatia e o respeito generalizados, inclusive entre intelectuais mais à direita, pela sua impressionante gentileza, a profundidade …

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