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Jardins do MACC e Biblioteca Municipal, um dos espaços que mostram a escolha de Campinas por avanços civilizatórios (Foto José Pedro Martins)

BRT e febre amarela: Campinas rumo ao futuro e sob a sombra do século 19

Civilização ou barbárie? Nos últimos dias Campinas deu importantes passos rumo ao futuro, com o anúncio pelo governo municipal da desapropriação de área para a construção do primeiro reservatório de água, no distrito de Sousas, e a assinatura de contrato com o governo federal, para liberação de recursos destinados à implantação do sistema BRT (Bus Rapid Transit, em inglês, como tudo no Brasil que adora o que vem de fora), beneficiando a região mais populosa da cidade. Também nesses dias, por outro lado, foi confirmada a morte de macacos por febre amarela também em Sousas, a cidade acompanhou a desocupação de centenas de famílias sem-teto de uma área particular e foi informada a respeito da superlotação em UTIs que recebem bebês. Claros sinais de …

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Atibaia seco em 2014: rios e matas da APA de Campinas demandam atenção permanente (Foto Adriano Rosa)

Da febre amarela à cólera dos rios: lições de 1889 para a Campinas de 2017

No livro “Campinas do Matto Grosso: Da febre amarela à cólera dos rios”, de 1997, comentei o impacto da epidemia que por pouco não devastou a cidade no final do século 19, no auge da riqueza proporcionada pelo Ciclo do Café e em plena euforia do movimento republicano. Agora, 2017, que a febre amarela volta a assustar a metrópole que é polo industrial, científico e tecnológico, é importante resgatar as lições daquela tragédia, que teve seu auge em 1889 mas durou até 1897, um ano depois da morte do ícone local, Antônio Carlos Gomes. Tratei do mesmo tema em outros livros, como “Câmara em Foco: Os 200 anos do Poder Legislativo em Campinas” e “Campinas, Imagens da História” (Editora Komedi), de 2007. São …

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Viracopos:: cidade que tem um Aeroporto Internacional merece um Plano Diretor Estratégico modelo (Foto Adriano Rosa)

Campinas ainda está longe de ser uma cidade sustentável

Mais uma vez Campinas aparece bem posicionada em ranking nacional. Agora, em sexto lugar no Índice de Desafios da Gestão Municipal (IDGM), que considera 16 indicadores em cinco áreas: Educação, Saúde, Segurança, Saneamento e Sustentabilidade. São justamente algumas das áreas que vêm mostrando que, apesar de suas inegáveis vantagens comparativas com relação ao quadro geral do Brasil, Campinas ainda está longe de ser considerada uma cidade efetivamente sustentável. Sim, não dá para negar. Tenho andado muito por este Brasil nos últimos anos e dá para afirmar que Campinas continua muito à frente em vários quesitos, como o seu polo científico e tecnológico, a sua malha logística – com destaque para as rodovias e Aeroporto Internacional de Viracopos – e o parque universitário, …

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Brasília vai sediar o polêmico Fórum Mundial da Água (Foto Adriano Rosa)

Pressão pela privatização do saneamento avança, um ano antes do Fórum Mundial da Água

Projetos de privatização da transposição do São Francisco e da Cedae, no Rio de Janeiro. Venda de terras – e, com elas, nascentes de água – a estrangeiros. Compra de 70% da Odebrecht Ambiental (que controla vários serviços municipais de saneamento no Brasil, como o de Sumaré) pela canadense Brookfield. São vários os passos apontando para uma ofensiva pela privatização da água e do saneamento no país. Isto, a pouco mais de um ano do Fórum Mundial da Água que, em sua oitava edição, será realizado em Brasília, em março de 2018. O Fórum é promovido pelo Conselho Mundial da Água, organização criada com apoio de grandes corporações do setor e que já foi muito refratário a considerar a água potável e saneamento …

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Capa da Folha da Tarde, noticiando a renúncia de Jânio Quadros

Jânio Quadros e o teatro da política, ontem e hoje

Eu ainda era foquinha, estudando à noite na UNIMEP e trabalhando à tarde no jornal “O Diário”, do Cecílio Elias Netto, quando tive a oportunidade de entrevistar o sr.Jânio Quadros, cujo centenário de nascimento acaba de ser lembrado. O Cecílio me chamou e desci da redação no segundo andar para sua sala no térreo e tive a surpresa de encontrar o folclórico ex-presidente. Eu era ainda mais ingênuo do que sou mas mesmo assim pude em poucos minutos perceber o quanto de teatral tinha aquele homem, que inaugurou um padrão seguido até hoje pela classe política. Discurso empolado e gestos dramáticos, muito bem captados pelas lentes do intrépido Marcos Muzi. Foi uma longa conversa. Falou-se de tudo. Jânio estava voltando à cena depois de …

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