Ele tinha seu lugar de honra. Na primeira fila, a primeira cadeira à direita do corredor central. Em toda a sessão, Bebe sentava ali, tirava o chapéu e o colocava no colo. O ritual era a senha para começar mais uma exibição naquele que seria um de meus pedaços do paraíso, chamado exatamente Cine Eden. Bebe, soube depois, morreria com mais de 100 anos. Mas em minha memória ele permanece ali, quietinho, extasiado, desde o momento em que o projetor era acionado e todos éramos sugados pela tela. E quantos como eu, moradores em pequenas ou médias cidades do interior, não passaram por essa liturgia, por esse portal para o além do horizonte que eram os cinemas locais, com seus …
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