José Pedro Soares Martins

Mineiro nascido com gosto de café e pão de queijo, ama escrever pois lhe encantam os labirintos, os segredos e o fascínio da vida traduzidos em letras.

Novo modelo de desenvolvimento: propostas em meu terceiro livro

Prévia dos movimentos anti-globalização, nas ruas de Berlim em setembro de 1988 (Foto José Pedro S.Martins)

“Terra Nave Mãe – Por um socialismo ecológico” é o meu terceiro livro, lançado em 1991 pela CEPE/Traço a Traço. Eu estava muito influenciado pelo grande debate ecológico global naquele momento, no cenário da repercussão do assassinato de Chico Mendes em 22 de dezembro de 1988 e pela proximidade da Eco-92 ou Rio-92, como ficou conhecida a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, que seria realizada em junho de 1992 no Rio de Janeiro. Três eventos que tive a oportunidade de cobrir, como repórter da Agência Ecumênica de Notícias, foram motores especiais para escrever “Terra Nave Mãe”. O primeiro foi o Tribunal Permanente dos Povos, em Berlim, em setembro de 1988, realizado em paralelo à reunião anual …

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A urgente questão indígena e das mudanças climáticas, no meu segundo livro, de 1991

Participantes do I Encontro dos Povos Indígenas do Xingu, em Altamira, fevereiro de 1989, que tive a oportunidade de acompanhar como repórter e foi inspiração para novos livros de minha autoria (Foto José Pedro S.Martins)

A urgente questão das mudanças climáticas, cada vez mais no centro da agenda ambiental global, e também a questão indígena, igualmente muito falada atualmente em função dos ataques sofridos pelos povos indígenas brasileiros, são algumas das questões abordadas em meu segundo livro, “Depois do Arco-Íris – Uma proposta ecológica”, lançado em 1991 pela Editora FTD. Estávamos a um ano da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, a Rio-92, que se transformaria no maior evento sobre a temática socioambiental da história, por ter pautado e colocado a questão da sustentabilidade no topo das prioridades. Conferência que tive a oportunidade de cobrir como repórter do Correio Popular, de Campinas. Em “Depois do Arco-Íris”, cito vários desafios para a questão …

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“Ecologia ou Morte” (1987), meu primeiro livro publicado, indicando uma tendência

Lançamento de "Ecologia ou Morte", em 1987 (Foto Marcos Muzi)

Foi em uma noite gostosa de outubro de 1987 e, desde então, nunca mais parei. Muitos amigos e queridos no lançamento de meu primeiro livro, “Ecologia ou Morte: Os Cristãos e o Meio Ambiente”, em uma livraria nos Jardins, em São Paulo, como mostram as fotos de Marcos Muzi. Lançado pela Editora FTD, muito conhecida no ramo de livros didáticos e pela qual lancei outro título depois. Meio ambiente já me fascinava desde o início da década de 1980, pelos ensinamentos que tive em Piracicaba, de mestres como o então promotor Paulo Affonso Leme Machado (referência internacional em Direito Ambiental) e Nelson Rodrigues, idealizador da Campanha Piracicaba Ano 2000, que mudou para sempre a gestão das águas na região. Claro, a …

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60 anos da Brasília que eu aprendi a amar quando morei e trabalhei nela (na hora mais inteligente do país)

Brasília: olhos voltados para lá, sempre (Foto Adriano Rosa)

Seus imponentes edifícios, particularmente da Praça dos Três Poderes, são o espelho das nossas iniquidades. Essa imagem de Brasília, muito cultivada através dos tempos, também era a minha até que fui trabalhar lá como correspondente da Agência Ecumênica de Notícias no momento mais inteligente do país: os anos de 1987 e 1988, quando estava sendo escrita a Constituição que agora alguns querem derrubar. Uma experiência que mudou minha visão sobre a capital que acabou de completar 60 anos, no último dia 21 do sombrio abril de 2020. E mais, ajudou a moldar meu olhar sobre o jornalismo e sobre o Brasil. Claro, Brasília representa muito do que é o Brasil, com todas as suas desigualdades. A poucos quilômetros do Palácio …

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Como será a economia mundial depois da pandemia

Sessão do Tribunal Permanente dos Povos em setembro de 1988 em Berlim (Foto José Pedro Soares Martins)

Companhias aéreas em pânico. Em um mês, mais de 20 milhões de norte-americanos perderam o emprego. No Brasil, o tamanho da catástrofe ainda está longe de ser mensurado. Além das perguntas principais, sobre como o planeta continuará enfrentando a pandemia em termos médicos, e sobre quando chegarão a vacina e o tratamento mais eficiente, uma indagação que já escurece o horizonte é a respeito da economia planetária depois, ou com, a COVID-19. Não posso deixar de lembrar, nesse momento, dois eventos que cobri em setembro de 1988 em Berlim Ocidental: a reunião anual do FMI-Banco Mundial e o Tribunal Permanente dos Povos, que avaliou justamente as políticas dessas duas instituições. Mas o que dois fatos tão distantes têm a ver …

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