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A retrógrada proposta do Escola Sem Partido está em debate no Congresso Nacional (Foto Adriano Rosa)

Educação, sempre. Para que mesmo?

Uma das principais polêmicas correntes no campo educacional é aquela relacionada ao Programa Escola Sem Partido, projeto do senador Magno Malta (ou que ele capitalizou) e que estipula a “neutralidade” dos docentes em face de questões políticas, ideológicas e religiosas em sala de aula. A proposta é em si um absurdo, um enorme retrocesso, embora nada surpreendente nos tempos atuais, mas tem o mérito de reacender a discussão sobre a intencionalidade educativa. Educação, sim, mas para que mesmo? Porque um dos focos centrais do debate educacional no Brasil tem sido, geralmente, o da democratização do acesso à escola. O objetivo foi parcialmente atendido. O acesso ao ensino fundamental foi quase universalizado. As vagas na educação infantil, na idade de 4 e 5 anos, …

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Museu Carlos Gomes, tributo ao maestro e compositor campineiro (Foto Martinho Caires)

A Campinas do século 21 poderia olhar com mais carinho para Carlos Gomes

Nesta segunda-feira, 11 de julho, estão sendo lembrados os 180 anos de nascimento de Antônio Carlos Gomes, cultuado como o maior nome da cultura de Campinas mas que não vem recebendo a atenção que merece da cidade onde nasceu e que amou tanto. Um ato ao lado do monumento-túmulo ao maestro e compositor campineiro, que brilhou na Itália na época de ouro de Verdi, rememorou na manhã de hoje a vida e obra do artista, que será mais uma vezes celebrado, em filme e livro, mas com um tributo ainda distante da importância que ele tem para a cidade e para o país. Participaram da homenagem representantes do Centro de Ciências, Letras e Artes (que abriga o Museu Carlos Gomes), Academia Campinense …

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Campus da PUC-Rio, onde aprendi a amar ainda mais a cidade que sofre e continua fascinando (Foto José Pedro Martins)

A dor do Rio de Janeiro que amamos tanto

Não tive dúvida quando escolhi o local onde gostaria de fazer a Faculdade de Jornalismo. O Rio de Janeiro, claro, a cidade onde muitos brasileiros, pelo menos até a minha geração, gostariam de viver. Para os mineiros como eu, desprovidos de praia, o Rio sempre soou, particularmente, como uma terra de delícias, o endereço do que imaginávamos ser a felicidade. É por tudo isso que eu, como, imagino, a maior parte do país, tem sofrido tanto com a agonia daquela que há muito é saudada como Cidade Maravilhosa e que deveria estar vivendo um apogeu, com a proximidade dos Jogos Olímpicos. Porque o Rio, no imaginário coletivo, sempre esteve associado justamente a ideias e valores típicos do ideal olímpico, como a …

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Leveza, ternura e amplitude do pensamento holístico, legado do Junho de 2013, não incorporado pelas instituições - e políticos - tradicionais (Foto Adriano Rosa)

A crise atual e a falta que faz a visão holística na sociedade

Vários mitos foram derrubados pela mobilização de junho de 2013 nas ruas brasileiras, e creio que o mesmo tem acontecido em várias partes do mundo, geralmente apontando para a crise das instituições políticas que conhecemos. Um desses mitos é justamente aquele que cerca o sistema político tradicional, de participação do cidadão, a cada dois ou quatro anos, em uma eleição para escolher seus representantes executivos ou legislativos. Este sistema está claramente superado e deve ser pensado outro para colocar no lugar, ou no mínimo para complementar o sistema baseado apenas nessas eleições regulares. O sistema tradicional não dá conta da complexidade do mundo contemporâneo. Falta uma visão holística por parte das instituições que ainda nos dominam. O mundo de hoje implica em …

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Campinas, 20 de junho de 2013: movimento de três anos atrás foi um aviso (Foto Adriano Rosa)

O absurdo golpe contra a EBC e a TV Brasil

Já vimos muitos absurdos ocorridos durante as primeiras semanas do governo interino, mas um dos maiores deles, com escassa – por obviedade – repercussão na mídia é a notícia de reformatação da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) e provável extinção da TV Brasil. É óbvia a reduzida repercussão na grande mídia porque não interessa aos grandes grupos de comunicação a consolidação de um sistema público de informação e difusão no país. De fato, não é nova a resistência de parcela poderosa da sociedade brasileira à construção e ao fortalecimento de um sistema público de comunicação no país, e particularmente nos campos da radiodifusão e televisão. A gênese dessa resistência está na própria concepção sobre o Estado brasileiro, desde a sua origem fortemente …

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