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Sangue jovem de jovens

A literatura e as artes em geral sempre foram aficcionadas pela incessante busca do homem pela juventude. Histórias de horror nos apresentam demônios e bruxas que se alimentavam de sangue de jovens com a intenção de roubar sua vitalidade e juventude. No século XVI existiu uma condessa  que entrou para a história por uma série de crimes cruéis que teria cometido. Seu nome era Isabel Báthory e ela ficou conhecida como “A condessa sangrenta”, ou a “Condessa Drácula”. Muitas histórias dizem que, dentre seus crimes brutais, um deles consistia em aprisionar garotas jovens para poder se alimentar de seu sangue, pois a condessa acreditava que aquele sangue lhe traria juventude e beleza. Diante de histórias de vampiros e bruxas envolvendo sangue de pessoas jovens e a incessante busca pela juventude, será que existe algum indício científico de que isso poderia ser, …

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(Foto CC0-Creative-Commons)

Nossa água e vitamina C de todo dia

Vamos imaginar que você tenha duas opções para tomar um comprimido efervescente de vitamina C. Um dos comprimidos é de vitamina C que foi extraída de frutas cítricas frescas, orgânicas e colhidas, utilizando um método ecologicamente correto. O outro comprimido é de vitamina C que foi sintetizada em um laboratório escuro e sujo, utilizando, para isso, diversos reagentes químicos tóxicos e fedidos. Qual vitamina C você tomaria? Muito provavelmente, você, que é uma pessoa preocupada com sua saúde e quer utilizar ao máximo produtos de origem natural, a escolha seria óbvia, não é? Mas, pense novamente, não se deixe levar pelo cenário que apresentei. O que pesa mais? Um quilo de chumbo ou um quilo de algodão? A vitamina C será sempre vitamina C, não importando se veio de uma fruta ou se foi sintetizada em um laboratório, pois a vitamina C é um composto orgânico que tem uma estrutura …

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Anne é interpretada com leveza por Diane Lane, (Foto Divulgação)

Aos 81 anos, cineasta estreante do clã Coppola prova que Paris pode esperar

Aos 81 anos, Eleanor Coppola estreou na direção com um filme que nos convida para uma viagem de redescobertas. Sem se intimidar com o fato de ser mulher de Francis F. Coppola e mãe de Sofia Coppola, a “novata” no cinema de ficção (já que já dirigiu um documentário) resolveu se inspirar em um episódio de sua vida ao escrever o roteiro de “Paris pode Esperar”, um delicioso road movie que revela sabores e muito mais em uma viagem de carro de Cannes a Paris. A protagonista Anne, interpretada com leveza e humor por Diane Lane, é a esposa de um magnata do cinema (Alec Baldwin) que está no Festival de Cannes a trabalho. Enquanto espera, gosta de observar pequenos detalhes aqui e ali e fotografa sem parar, com uma pequena e discreta máquina automática. Anne é o alter-ego de …

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Crédito: Spiltshire

O direito de nascer

(Favor não confundir com a antológica novela)   Prometech irrompeu na reunião, atrasado como sempre, excitado como sempre, aqueles alguns zumbidos estridentes brotando de seu âmago complicado. Auto imprimindo uma expressão severa na cara, embora sem ofuscar o indelével desenho feminino, Salossafo emputeceu-se. Como sempre. — Porra de plasma, Prometech, — rugiu, num tom metálico capaz de obliterar os mimimis máquino-intestinais do recém-chegado — você nunca é capaz de chegar no horário, e sem esse frenesi de borboleta sintética alucinada? Sei que nem precisaria perguntar, mas lá vai, de novo: por onde o senhor andou? Não obstante não precisasse exatamente, o retardatário esbaforido confessou, sem demonstrar arrependimento: — Desculpe, Primeira Conselheira… eu… eu estava na… maternidade. Não resisti e fui conferir a produção dos novos rebentos. São lindos, e… Salossafo explodiu em fúria (como sempre): — Merda de silício podre, …

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Cor de rosa dá permissão às meninas

Quando eu tinha 10 anos fui passar as férias escolares na casa de meus tios. Naquele ano, época de natal, a prefeitura iria presentear todas as crianças com brinquedos, e as opções eram bolas para os meninos e ursos de pelúcia para as meninas. Aguentei firme a ansiedade e, após “anos” de espera, chegou o grande dia do papai Noel. Acordei cedo e, antes mesmo de o sol começar a esquentar, a fila em frente à prefeitura já estava enorme. Ganhar um brinquedo valia a espera, a fome e o calor. Quando chegou minha vez, os brinquedos todos haviam acabado. Os organizadores então fizeram uma lista de espera para aqueles que ficaram de fora. Nome anotado, bastaria esperar outro “século” para receber o ursinho. Não mencionei, mas meu desejo era ganhar um urso de pelúcia ao invés da bola. “Você escolheu um …

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