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“A Criada”, do cineasta sul-coreano Park Chang-Wook, já levou mais de 40 prêmios por onde passou

“A Criada”, um dos melhores fimes da temporada, é sobre o poder das mulheres

O ano mal começou e um filme já está entre os fortes concorrentes aos melhores títulos que entraram em cartaz em 2017. Em tempos de “empoderamento feminino”, “A Criada”, do cineasta sul-coreano Park Chang-Wook, é drama, é suspense, é romance, é sexy, conta com uma reviravolta fenomenal e tem deixado os espectadores surpresos e saciados após 2h25min, em uma história em três atos que exala o poder das mulheres. Até agora já levou mais de 40 prêmios por onde passou e será difícil superar ou até mesmo igualar sua soberania nas listas dos “the best”. O cineasta Chang-Wook comprova sua evolução depois da chamada “trilogia da vingança”, composta por Mr. Vingança” (2002); “Oldboy” (2003) e “Lady Vingança” (2005). Não que “A Criada” não retorne ao tema, mas, desta vez, há um roteiro bem mais intrincado, que envolve trapaças e trapaceiros …

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Crédito: Garry Knight/creativecommons.org

Adivinhe quem manda agora

O delegado da Infância e Juventude estava realmente de saco cheio daquilo. A cena só variava quanto às identidades informadas pelas vítimas. De resto, elas, as vítimas, pareciam oriundas de uma fornada de clones: sempre garotinhas púberes, — embora exalassem maturidade nas expressões corporais e na linguagem — bonitinhas, cabeleiras exuberantes e de pele muito lívida, meio diáfana mesmo. A maioria era tão mirradinha que parecia até levitar pela sala de depoimentos. O mais intrigante era que as queixas eram, invariavelmente, as mesmas: todas haviam, em alguma medida, sido molestadas pelos chamados “palhaços assustadores”, a pegadinha de mau gosto do momento nos centros urbanos maiores. O acúmulo de casos foi tanto que o delegado se viu obrigado a solicitar aos superiores a consultoria de um psicólogo forense gabaritado. — Então, foi assim, seu delegado: eu tava indo pra minha aula …

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O elenco bem escolhido de "TOC - Transtornada, Obsessiva, Compulsiva", comédia brasileira que estreia nesta quinta-feira (2 de fevereiro)

“TOC”, enfim uma comédia nacional inteligente, que ri de si mesma

Enfim, a comédia brasileira consegue mostrar alguma criatividade e rir de si mesma em “TOC – Transtornada, Obsessiva, Compulsiva”, filme estrelado por Tatá Werneck que entra em cartaz nesta quinta-feira (2 de fevereiro). Um pouco de Monty Phyton, mais auto-ironia, elenco bem escolhido, trilha sonora divertida e diálogos inteligentes levam o filme a um novo patamar entre as comédias nacionais. “TOC” não é o riso escrachado, escatológico e fácil que os brasileiros se acostumaram a ver nos cinemas – e que encheram os bolsos dos produtores. O filme é um pouco mais cabeça e, por isso, terá que achar e convencer seu público, aquele que amadureceu vendo “Seinfeld”, por exemplo. “Monty Phyton é nossa religião”, diz o diretor Teodoro Poppovic, que assina o comando do filme com Paulinho Caruso, filho do cartunista Paulo Caruso, na coletiva de imprensa de “TOC”, …

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Crédito: Sara/creativecommons.org

Amor proibido

Os dois conselhos de Notáveis se reuniam simultaneamente, embora não tivessem consciência disso — nem poderiam, pois significaria a aniquilação de ambas as dimensões. Mais do que coincidência, o motivo era que a situação premente era horrivelmente perigosa para os dois lados. O fato comum a ambos os conselhos era que tudo dependia do sucesso em refrear os hormônios belicosamente ativados das respectivas rainhas.                                                            * * *        O que intrigava os dois conselhos era o pressuposto de que cada rainha, a rigor, só poderia suspeitar da existência da outra por meras e imprecisas especulações cosmológicas. Assim como acontecia com os habitantes de ambas as dimensões, a maior e a menor. Em ambas, florescera há tempos a hipótese, baseada em modelos padrão da física (coincidentes, desenvolvidos simultaneamente, mas de forma que uma nunca tenha tido consciência da outra) de que …

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Nesta terça-feira (24 de janeiro), foram anunciados os indicados ao Oscar 2017

Oscar 2017: com 14 indicações, “La La Land” é o filme que muitos estão amando odiar

No mundo real, a polarização política tem trazido tempos de incertezas. No mundo do cinema, as pessoas se dividem após acaloradas discussões entre os que amaram e os que odiaram “La La Land”. Pois nesta terça-feira (24 de janeiro), com o anúncio dos indicados ao Oscar 2017, Hollywood mandou um recado bem dado com as 14 indicações para o musical de Damien Chazelle, que se juntou aos recordistas “A Malvada” (1950) e “Titanic” (1997), até então os únicos que concorreram em 14 categorias em toda a história dos 89 anos do Oscar. “La La Land” tem sido o filme que muitos estão amando odiar, ou odiando amar. Com tantas indicações ao Oscar, ficará ainda mais fácil gostar ou detestar o filme, dependendo de como a pessoa enxerga a importância de Hollywood ou da própria estatueta dourada em sua vida. Vale …

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