Eu conhecia Dona Nena só de vista. Ela era a dona do circo. De origem italiana, ela não era muito boa de papo, o que era estranho. Não sei o momento em que ela falava. Mas Dona Nena devia exprimir-se em algum momento, tenho certeza. Mas eu conhecia o Bigorrilho, e isso me bastava. Ele é quem cuidava de Fátima, aquela elefanta fantástica que ficava no campo de futebol do Libertad, atrás de minha casa. E ele me permitia observar os animais do circo um pouco mais cara a cara. E Fátima, acredito, ficara minha grande amiga por isso. Amicíssima. Do meu quarto, aos fundos do campo, a primeira coisa que fazia no dia era escancarar a janela e olhar a Fátima. Ela era linda mesmo. Além disso, pela primeira vez, eu me senti mais importante que meus primos da …
Leia Mais »