Aos sábados, eles sempre iam à padaria. Eles comiam e bebiam de tudo: omelete, pão quente com manteiga, pão de queijo, rocambole, suco de laranja, vitamina, café com leite… Mas a certa altura da comilança, sem mais nem menos, Gumercindo falou: “Mas Fausto é mentiroso”. Fausto não estava lá, logicamente. Gumercindo logo explicou que depois de certa idade, os quase velhos, como Fausto, eram acostumados a contar muitas histórias. Quase todas verídicas. Quase. Uma parte delas era engraçada. Só que vinham de outros amigos, normalmente bons contadores de história. Mas que não sabiam que suas histórias estavam sendo repetidas pelo sujeito como se fosse dele. Falsidade pura! Os olhares caminhavam pela mesa. Na maior parte deles o sentimento era de desconforto. “Fausto iria saber de tudo”, confidenciava um deles. Uns poucos aprovavam a observação e encontraram enfim quem falasse por …
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