Para “começar” o ano nada como um bom escapismo no cinema com um filme de monstro com muita ternura e muitas interpretações. “A Forma da Água”, campeão de indicações ao Oscar 2018 (concorre em 13 categorias), é uma fábula, um romance improvável, um filme sessão da tarde, tem humor e poesia, mas também coloca em camadas temas como o ser diferente, a solidão e a falta de perspectivas em um mundo bem sombrio. O sombrio, aliás, vem do passado, mais precisamente os anos 1960, com toda aquela paranoia de Guerra Fria, dos russos que querem chegar primeiro na Lua e dos vilões que perdem dedos, mas nunca a vontade de matar ao estilo dos filmes do 007. “A Forma da Água” nasceu da mente do mexicano Guillermo Del Toro, que já andou pelo universo fantástico em “O Labirito do Fauno …
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