Em uma temporada com fortes concorrentes, “Fatima” foi o vencedor do César, o “Oscar francês” de 2016, em três categorias: melhor filme, roteiro e atriz revelação, para Zita Hanrot. Triste, moderno e realista, o filme destaca a distância cada vez maior entre a nova geração francesa dos filhos dos imigrantes africanos, que nasceram ali, e a de seus pais, muitos dos quais não falam francês. Mas, mais do isso, “Fatima” destaca a hora de separar o que vai e o que fica. Um ano depois, o filme chega ao Brasil. Logo no primeiro dia de exibição, em uma tarde calorenta de uma quinta-feira de março, havia fila para a sessão da tarde no cinema cult de Botafogo, no Rio de Janeiro. Chamava atenção um grupo de amigas que falava (alto) sobre a atitude/aceitação das mulheres que usam lenço, o véu …
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